quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O Conterrâneo e Filho Ausente Eduardo Fontes retrata sentimento através de lindos Versos a todos os jpenhenses.


Na Foto Eduardo Fontes com sua Mãe Bia.
*
Eu ainda era moleque 
Morando em José da Penha 
Chegava o mês de Outubro 
Era festa sem resenha

*
São Francisco de Assis
Nosso Santo Padroeiro
Os devotos esperavam 
Por isso o ano inteiro
*
Toda noite ia pro Centro 
Minha mãe me arrumava
Não havia nenhum luxo
Nas roupas que eu usava

*
Mas isso era de menos
Da infância isso fez parte 
Tudo que eu queria mesmo 
Era a diversão no parque
*
Da esquina do mercado
Era o mais interessante
De longe eu avistava 
Cheia de luzes brilhava 

*
Era a roda gigante
Barraquinhas pelas ruas 
Cheiro de sorvete de massa
Eu devia ter 10 anos 
Nem se quer havia a Praça
*
Minha mãe religiosa 
Pra igreja a me forçar 
Mas eu era só moleque 
Não gostava de rezar

*
Toda noite de novena 
A igreja era lotada
Eu nem assistia a missa 
Só corria na calçada
*
Depois tinha a outra parte
Era o tal do barracão 
Onde todos se empolgavam 
Nas disputas do leilão

*
Galinha assada ou guiné 
Leitão e até Carneiro 
De longe se escutava 
Os gritos do leiloeiro
*
Lembro-me do encerramento 
O barulho da bateria
Aquele cordão de bombas
Lá de casa eu ouvia

*
Nunca esqueci o nome
Dos melhores o primeiro 
Um artista de mão cheia
Era Chico fogueteiro
*
Eu vou sempre no São João 
Tiro férias em outro mês 
Mas pra quem ai reside
Boa festa pra vocês.

Por Eduardo Fontes


Parabéns Eduardo Fontes. Apesar da ausência, tenho a plena convicção de que os corações dos filhos ausentes estão em festa, em festa de paz, harmonia, amor, saudades e oração. Abraço Festivo!


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