Um dos pontos abordados no livro “A quem serve a crise da Educação Brasileira?” da vereadora de Natal pelo PSTU e professora Amanda Gurgel é o fechamento de 137 escolas públicas no Rio Grande do Norte entre 2007 e 2014.
A obra traz um debate sobre o processo de privatização da educação e partiu de um levantamento de dados e analisa diversos aspectos da crise da educação pública no Brasil e no estado, além de apontar propostas para retirar o setor desta situação.
Ao portal No Minuto, Amanda Gurgel disse que sentiu urgência em escrever a obra diante dos planos nacionais e entende que existe um projeto de privatização da educação.
“Sentimos uma urgência em escrever esse livro diante dos planos nacionais. Pela forma como a educação pública funciona, as pessoas ficam com a impressão que algum projeto deu errado e o que discutimos na obra é que existe um projeto consciente de privatização da educação”, disse a vereadora.
A comprovação que ela tem sobre a privatização da educação se baseia justamente no número alto de escolas públicas fechadas nos últimos anos.
O trabalho foi escrito pela professora Amanda Gurgel em parceria com o pesquisador do Instituto Latino-americano de Estudos Socioeconômicos (ILAESE), Nazareno Godeiro. Entre os pontos analisados no livro estão como o baixo investimento brasileiro comparado a outros países, analfabetismo, Plano Nacional de Educação, adoecimento de professores e a situação de Natal e do RN.
Amanda Gurgel defende que a precarização do ensino vai desde os baixos salários dos trabalhadores até a falta de merenda nas escolas. O trabalho também apresenta a concepção socialista de escola, defendida pela professora. A obra representa um olhar da classe trabalhadora para a conquista de uma Educação Pública, gratuita, universal e de qualidade, para transformar o Brasil no caminho do socialismo.
O livro aponta propostas para retirar o setor da situação dramática que vive hoje, como o investimento imediato de 10% do PIB exclusivamente em educação pública, e não no ensino privado, como faz o governo.
De Fato
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