sábado, 28 de dezembro de 2019

NA MISSA DO GALO, PAPA FRANCISCO PEDE AMOR INCONDICIONAL AO PRÓXIMO

 
 
O Papa Francisco defendeu o amor incondicional e gratuito pelo próximo, inclusive diante das piores condutas, como uma condição essencial para transformar o mundo e alcançar a paz. Durante a Missa do Galo, o pontífice falou a milhares de fiéis presentes na Basílica de São Pedro e também aos que acompanhavam a celebração pelos telões instalados na Praça de São Pedro, na noite de terça (24):
— O Natal nos lembra que Deus continua amando a todos, mesmo o pior de nós. Podemos ter ideias erradas, termos feito uma grande bagunça em nossas vidas, mas Deus continua a nos amar. Quantas vezes nós imaginamos que Deus é bom quando somos bons e que ele nos pune quando merecemos. Mas ele não é assim.
Sem mencionar casos específicos, Francisco também se referiu a problemas recentes enfrentados pela Igreja. Entre eles estão os casos de abuso sexual ao redor do mundo e as irregularidades financeiras envolvendo o Vaticano.

— Vamos contemplar o menino e nos entregar a seu amor terno. Não temos desculpas para não nos permitirmos o seu amor. Seja lá o que der errado em nossas vidas, o que não funciona na Igreja ou os problemas do mundo, nada disso serve de desculpa. Tudo é secundário diante do amor extravagante de Jesus, um amor humilde e íntimo.
Em seu discurso a 1,3 bilhão de católicos pelo mundo, Francisco falou sobre amor incondicional e pediu que os fiéis não esqueçam o sentimento de gratidão porque ele é a “melhor maneira de mudar o mundo”.
— Converter-se em dádiva é dar sentido à vida e é a melhor maneira de transformar o mundo: transformamos a nós mesmos, transformamos a Igreja, transformamos a História quando começamos a não querer mudar os outros mas apenas a nós mesmos.
Em sua mais recente tentativa de confrontar os escândalos sexuais envolvendo membros do clero, o Papa Francisco anunciou na semana passada o fim do segredo pontifício imposto a casos de abusos sexuais na Igreja, uma decisão elogiada pelos advogados de vítimas de um escândalo que atinge a instituição há mais de duas décadas. 

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