quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Valor do novo auxílio ainda não é consenso entre governo e Congresso .

 O almoço realizado nesta quinta-feira (18) na residência oficial do Senado teve como principal assunto a retomada do auxílio emergencial e a necessidade de não deixar que a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) contaminasse a agenda econômica. Fontes ouvidas pela coluna afirmaram que o tema Daniel Silveira não foi abordado diretamente, mas que Lira garantiu que não deixaria os "problemas pontuais" atrapalharem a agenda econômica.

Apesar disso, ainda não há um consenso sobre o valor que será pago nas próximas parcelas. De um lado, o Congresso tenta sinalizar a importância de que se chegue a R$ 300, mas o governo pondera que é preciso avaliar as contrapartidas. No Ministério da Economia a defesa é por parcelas de R$ 200 ou R$ 250. Participaram do encontro os ministros da Economia, Paulo Guedes, da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) e do senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Também estavam presentes a presidente da CMO (Comissão Mista do Orçamento), deputada Flávia Arruda, e o senador Márcio Bittar, que é relator das PECs que permitirão uma nova rodada de pagamento do auxílio. Guedes deve ter um novo encontro ainda nesta quinta-feira com o senador Márcio Bittar para auxiliar na redação final do relatório, que vai incluir a cláusula de calamidade. Segundo fontes ouvidas pela coluna, apesar de não conseguirem bater o martelo sobre o valor e mesmo com a "crise Silveira no meio do caminho", o governo e a cúpula do Congresso continuam na mesma toada de que tudo será definido "em comum acordo".

Uol Brasília

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